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the nonbelonger’s face


DFW

I see the faces of those who belong and those who do not belong. The belonging faces appear in rows, like belts of coins. The coins bob up and down, because belongers swagger. The belonging faces are tiringly complex, the expression of each created and propped up, through processes obscure, by the faces on either side of it. These structures interwine and mesh, have not yet begun to tear at one another. And the nonbelongers. Of course the faces of those who do not belong are the adjustable dark-eyed faces of Vance Vigorous. Many of these faces are tilted downward, for fear of tripping on a root, for fear of being seen tripping on a root. These are the ones who do not sleep, sleep badly, sleep alone, and think of other things when they hear the sounds through the walls of their rooms. I intuit that the Frisbee players, whom I continue to watch, are nonbelongers. The Frisbee traces faint lines between them, strands that are swept and snapped like spidersilk by the wind off the Memorial Hill and athletic fields to the south. The nonbelongers’ faces are the unfirm faces that are really firm, the self-defined faces, the faces defined by not belonging in a place defined by belonging. These alone are the faces that stare out, protected and imprisoned, from behind the barbed borders of their own structures, the faces that know that, but for the grace of a God distinguished for the arbitrariness of his grace, it is they who would be bound and muffled in the College closets. The faces that are unreachable from this far away, and that look through you and digest you in a moment, against everyone’s will.

David Foster Wallace em The broom of the system.

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correção de/sobre lobo antunes


Depois da Flip, quase toda semana vejo alguém mencionar um comentário que o Lobo Antunes fez. Acho que alguém entendeu errado, não sei se eu ou quem fala sobre o tal comentário. O Humberto Werneck perguntou se o português lê algum autor brasileiro contemporâneo e ele respondeu que não lê porque tem vontade de corrigir os livros. Ele não quis dizer que quer corrigir todos os livros que lê. Não sei se tem essa parte do debate no YouTube, mas o que lembro é isso.

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planos para o blog


Escrever mais. Usar o plugin de footnotes porque percebi que ele é realmente útil, mesmo quando o post é inútil. Publicar os textos que demoro para escrever, inclusive os que acho bobos. Escrever pelo menos um post sobre a série Mad Men. Falar mais das minhas leituras.

Ou não.

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limitado e contraditório


Parece que alguns escritores só aceitam participar de debates para defenderem seus livros. Por que ainda acham que livro precisa de defesa? Fui ver uma mesa da Flip, achando que seria um debate, e o que aconteceu foi praticamente um monólogo feito por alguém que se contradiz o tempo todo. O pior é baterem palma. O livro do sujeito (não darei nomes), dizem, é sobre o diferente, sobre algo que o personagem não entende, e ele ficou uma hora tentando defender o que escreveu com sua idéia de literatura. Ele entende a diferença entre culturas de uma maneira muito limitada. Beira a falta de respeito. Se não houvesse tamanho limite, não precisaria defender a mesma coisa de diversas formas durante o debate inteiro. Deu a impressão de que ele não entendia muito bem sobre o que estava falando, que só queria tentar provar que sua literatura vale a pena pelo motivo oposto ao que quase gritava ali. E que se desse chance de o escritor ao lado explicar a total incompreensão do autor do monólogo — sim, alguém ali tinha a dizer coisas dignas de atenção —, sairia de lá como perdedor. Afinal, uma coisa ou outra me fez lembrar essa mania (brasileira, não universal) de sempre encarar literatura como um jogo. Ele precisa ter razão, ele precisa ganhar, sua literatura não pode perder. Não tem como ser mais limitado do que isso.

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infinite human


Nunca me senti tão feliz com minha ignorância literária como agora. A diferença entre os comentários que as pessoas fazem sobre o Infinite jest e alguns que tenho lido sobre literatura em geral é tão imensa, chega a ser linda. Um alívio. Deve estar no tom dos comentários ou então no ego de quem comenta ou, espero que seja isso, ao falar sobre qualquer texto do David Foster Wallace, a pessoa realmente sobe uns degraus na percepção e desce alguns na arrogância. Será que um Infinite Summer funcionaria bem por aqui?

Uma voz para o resto da semana: Glen Hansard.

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Quando as piadinhas sobre a morte do Michael Jackson começaram, parei de seguir algumas pessoas no Twitter por um tempo (vou esperar mais um pouco para voltar a seguir algumas). Pessoas que gosto de acompanhar. Vi gente achando ruim eu ter feito isso, como se ficasse chateada com as piadas só porque gosto dele, só porque vejo as coisas boas dele. Não é bem por aí. A questão é que não tem hora pior para fazerem piadas, mas vai da consciência de cada um. Não que tenham obrigação de saber, mas eu fiz isso minha vida inteira. Não é de agora que brincam assim, é desde sempre. E o que uma pessoa faz quando pode evitar numa boa ouvir certas coisas? Pois é, eu sempre evito quando posso. Porque não sou obrigada a ouvir esse tipo de brincadeira, é escolha minha. Cada um diz o que quer também, não é? Se eu posso escolher não ouvir/ler, não tem por que falarem que faço isso por ignorar a bizarrice do Michael. Não faz o menor sentido. O óbvio é que as pessoas pensam de maneiras diferentes, mas só eu devo aceitar o que os outros têm a dizer. Ah, que mundo bonitinho. Como diria Kirk Lazarus, suck my unit! O problema é que as pessoas pensam nas piadas antes de pensarem que, pois é, tem gente nesse mundo que realmente gostava dele e que, pelo menos numa hora como essa, acha que ele merece um pouco mais de respeito. Mas se nem o próprio pai tem respeito…

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